E lá vamos nós para 2022!

Como é essa história de ir para 2022…? Estará ele lá, nos esperando?

Em novembro passado, tive a alegria de participar de um encontro virtual com estudantes de 5º. Ano do Ensino Fundamental do Colégio Leonardo da Vinci, de Canoas/RS, que me trouxeram questões relacionadas à filosofia, o conhecimento, a arte, os desafios do viver. A conversa foi da melhor qualidade!

No último dia de aula, a professora preparou uma surpresa, trazendo para cada um/a uma caixa com objetos que remetessem a lembranças emocionais e cartinhas de familiares e amigos. Fui convidada a enviar uma mensagem. É ela que trago para partilhar aqui, como pretexto para refletirmos sobre a ideia da construção de um ano efetivamente novo.


Queridas Martina, Anelise, Isadora, Iris, Maria Eduarda, Valentina e querido Heitor

…. e lá vão vocês para o 6º Ano!

É engraçado usar a expressão “ir para”, como se fosse um trajeto que vocês fazem, saindo de um lugar e passando para outro. Porque o 6º Ano não é um lugar, não é algo que já está pronto e para o qual vocês vão se dirigir, como saem de suas casas e se dirigem para a escola, o parque, a casa de amigos etc.

Lembram do que conversamos sobre a história? O 6º. Ano é parte próxima da história de cada um/a de vocês. E ele não está lá esperando – vocês é que vão fazê- lo! Sempre brinco com meus alunos e minhas alunas, dizendo para eles/as prestarem atenção quando dizem: “estou fazendo o curso de…”. Se dizem que estão fazendo, então… têm que fazer! Os anos do currículo não estão determinados, a não ser pela proposta de conteúdos, de métodos, de formas de avaliação – e mesmo isso pode mudar! O 6º Ano que vocês vão construir – cada um/a na sua individualidade e em conjunto com os/as outros/as – terá uma cara diferente de todos os 6ºs anos de todas as escolas do mundo. Será o seu 6º Ano!

E eu estou aqui torcendo para que essa cara seja muito bonita, muito alegre e muito desafiadora! Porque sem desafios, a vida não tem graça. Vocês mesmos/as chamaram atenção para aquilo que provoca a sua curiosidade e faz com que haja descobertas e invenções.

Descobertas e invenções. Há coisas que estão ocultas, que não se revelam logo ao primeiro olhar. E então é necessário um esforço para descobri-las. Elas já estão lá, e devagar – ou de repente – a gente passa a vê-las, a conhecê-las. Mas há outras coisas que são necessárias ou desejadas e que ainda não existem. É preciso, portanto, inventá-las. É aí que entram nossa inteligência, nossa imaginação, nossa memória, nossos sentidos e sentimentos, para criá-las do nosso jeito. E é preciso

pensar se o nosso jeito vai colaborar para que seja bom para todo mundo, pois esse é o sentido de uma vida boa, de uma vida feliz.

Chico Buarque escreveu, numa de suas músicas lindas: “Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz. E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz.”

Cumpram sempre essa lei! Vocês, a professora Danielle, suas famílias, seus amigos!

E lembrem do que disse Tom Jobim: “É impossível ser feliz sozinho”. A história é construída coletivamente. Tomara que a história de vocês faça o mundo mais democrático, mais solidário, mais justo. É disso que a gente precisa.

Um beijo enorme!


Terezinha Azerêdo Rios
São Lourenço da Serra/SP, 16 de dezembro de 2021.

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